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O desafio da formação de psicoterapeutas conforme os princípios da Abordagem Centrada na Pessoa.

Como se dá a formação do psicoterapeuta? Como desenvolver no psicólogo as atitudes necessárias para uma prática centrada no cliente?  Essas são questões que me vem desafiando faz tempo.


No contato com os alunos do curso de formação de psicoterapeutas do IHP, ao longo dos anos,  tenho percebido  que  seguimos orientação oposta àquela que os acadêmicos de Psicologia recebem no seu curso de graduação.


Eles recebem formação acadêmica tradicional, são preparados para “pensar cientificamente”, formular, testar e comprovar (ou rejeitar) hipóteses, aprendem a valorizar as técnicas,  a ter um bom “manejo” delas.  Sua formação  acentua o valor da interpretação, da explicação. São mais centrados nas teorias e nas técnicas.


Por isso,  para um profissional  recém-graduado   tornar-se “centrado no cliente”,   costuma ser muito difícil; mesmo para aqueles que já nos anos de graduação  não se satisfazem com  o enfoque interpretativo  ou  comportamental    e  buscam  um jeito diferente de ser psicólogo. Para estes é difícil  também. A referência nas teorias e técnicas dá  segurança. Sustenta  sua atuação.


No IHP são apresentados aos princípios da  psicoterapia centrada no cliente:


.... psicoterapia é,  sobretudo, uma  relação interpessoal de boa qualidade;


...  o sucesso do processo não depende da abordagem teórica  do profissional, mas de suas atitudes na relação com o cliente;


... é necessário deixar de lado a interpretação, o julgamento  e simplesmente facilitar o processo, pelo cliente, de entrada em contato com sua própria experiência;


... é o cliente quem sabe o que é melhor para ele;  podemos confiar nas suas escolhas; ele tem os critérios para  tomar decisões e avaliá-las;


... adotamos o modelo compreensivo de fazer ciência e não o modelo interpretativo.


Como conseguir isso?  Esse  é o desafio:  apresentar ao aluno um modo de  pensar conforme outro paradigma. Ele que aprendeu  a  ver o mundo segundo uma perspectiva, centrada na teoria, no método, no profissional, deve,  agora,  apreendê-lo     segundo um ponto de vista centrado no cliente, no sentido e no significado que este dá à sua experiência. Para o psicoterapeuta em formação, essa mudança representa um impacto muito forte.


O centro do processo psicoterapêutico não está no terapeuta, mas no cliente. É uma mudança radical.


A mudança no modo de perceber o mundo, no modo de perceber o processo de psicoterapia é ameaçadora para o aluno. Ele tem que abrir mão de uma estrutura que já construiu e que até é coerente com sua experiência. Tem dado certo, tem funcionado.


Por que mudar? Dá trabalho e é incerto. Não sei se vai funcionar.....


Trata-se de  processo que  leva tempo.... Embora tenha um curso, não  pode ser programado mas podemos pensar e descobrir   um modo de  facilitá-lo.


Nesse contexto, desponta a ideia do grupo de estudos como possibilidade. O grupo de estudos tem um formato que facilita o processo.  É mais livre, menos ameaçador, pode partir da dimensão  a que o participante já está acostumado e com que vê o mundo para, pouco a pouco,  introduzi-lo  numa outra dimensão, para usar a imagem que apresentei acima.


Como num grupo de encontro, os temas são trazidos e tratados pelos participantes, aí incluído o facilitador e a passagem,  a  mudança,  pode processar-se em cada um, no seu ritmo, com mais fluidez sem a sensação de ameaça. Conhecimento e vivência se integram.


O grupo de estudo é, para a formação  profissional,  como o grupo de encontro  é para o crescimento pessoal. Na plenitude de seu funcionamento, chego a pensar que o grupo de estudos é um modelo de grupo de encontro. Aí se dá a aprendizagem integradora, que promove o crescimento e transforma a pessoa que modo que ela seja mais aberta para a própria experiência e seja capaz de assimilar uma nova forma de perceber a terapia, a confiar ao cliente a tarefa de descobri o mundo numa outra dimensão.

É com este modelo e com estas concepções que contribuímos, no Instituto Humanista de Psicoterapia, para o  processo de formação de psicólogos centrados na pessoa.


Ana Maria Sarmento Seiler Poelman,
Diretora Executiva




Instituto Humanista de Psicoterapia – 20 anos - Um pouco de nossa história.



Em 1996, Escípio da Cunha Lobo fundou, juntamente com Maria Bernardete Capanema e Antonio Coppe,  o Instituto Humanista de Psicoterapia, com o objetivo de formar psicoterapeutas, divulgar os princípios da Psicologia Humanista e contribuir para a promoção do desenvolvimento humano de forma harmoniosa e integrada, por meio da melhoria da qualidade das relações interpessoais.

Johannes Poelman e Ana Maria Sarmento Seiler Poelman  integravam a equipe como professores. Esse é o começo. No momento em que completamos 20 anos de existência, é bom lembrar um pouco a história.
Na teoria da psicoterapia centrada aprendemos que o importante não é o enredo, não é o relato dos fatos  nem as datas ou a narrativa,  mas o sentido, o significado que os acontecimentos têm para o cliente e ao qual ele nem sempre tem acesso imediato.

O cliente precisa atualizar sua história, entrando em contato com o significado do que foi vivido. Podemos aplicar esse mesmo conceito no momento em que revemos os 20 anos do Instituto. Uma atualização da história do IHP e de nossas relações com o Instituto. Encontro com nossas vivências, com pessoas significativas para nossa formação, atualização de nossa identidade.

Fazemos parte de um grupo que se constitui  pela afinidade com os princípios e os valores do humanismo e da ACP, que acredita no valor do ser humano, respeita sua dignidade e confia em seu potencial de crescimento.
O IHP começou com o professor Escípio da Cunha Lobo e suas convicções. Lembramos algumas delas:

  • O homem sofre mais espiritualmente que materialmente.
  • As pessoas têm uma natureza boa. Se lhe oferecemos condições favoráveis, elas se desenvolvem, atualizam suas potencialidades, tornam-se mais maduras, mais responsáveis, mais autônomas.
  • Professor de Estatística, valia-se da escala de percentis – de Pc.1,0 a Pc.99,0 para explicitar sua crença no potencial humano. “O potencial humano sempre pode ser mais desenvolvido.... É por isso que não existe o percentil zero nem o percentil cem”.
  • Escípio acreditava no homem. Admirava cada pessoa pelo que tem de singular, como possibilidade de transformar-se na mais pura expressão do divino  em forma humana. Basta oferecer a ela as condições necessárias. Escipio não  apostava no homem, como às vezes se diz por aí.  Tinha certeza do homem. Confiava.
  • A necessidade de consideração positiva: Existe em cada ser humano o desejo de um encontro profundo, em que aquilo que experiencia e o que expressa, seja aceito e considerado. Desse conceito, derivava a importância da atitude de consideração positiva incondicional como elemento facilitador do crescimento humano.
  • A função do psicoterapeuta é propiciar as condições necessárias para que a pessoa possa representar em sua consciência, o mais fidedignamente possível, tudo aquilo que ela estiver experienciando a cada momento.
  • Usava a  imagem da Santíssima Trindade para falar das  relações humanas sobretudo da relação terapeuta-cliente: o Pai, o Filho, mediados  pelo Espírito Santo, pelo Amor. 

Com esse espírito, desenvolveu-se o Instituto. Passamos a constituir a opção  e uma referência para psicólogos e estudantes de psicologia que buscavam uma prática mais humana, mais sensível, menos técnica, e que não se identificam com os currículos de seus cursos, mais focados numa visão positivista da Psicologia e em práticas mais diretivas ou interpretativas.

Formulamos um projeto de formação que integra  a estudo das teorias, dos métodos  e das técnicas da Psicoterapia Centrada no Cliente, com a prática do atendimento e supervisão. Um projeto que contempla a formação em sua dimensão profissional e pessoal.

O que fazemos atualmente: além do curso de formação, o Instituto Humanista de Psicoterapia oferece grupos de estudo, cursos de curta duração, seminários temáticos, supervisão clínica para profissionais e o atendimento clínico em sua clínica social. Nossos alunos e nossos clientes são a razão do trabalho que desenvolvemos.
Para nós continua o desafio para os próximos anos: Despertar o que existe de mais autêntico em cada ser humano.– facilitar seu desenvolvimento  e lutar pela humanização das relações interpessoais .

Ana Maria Sarmento Seiler Poelman
Johannes Antonius W. M. Poelman
Psicólogos, diretores do Instituto Humanista de Psicoterapia



 

 


Curso de Formação de Psicoterapeutas:

Em fevereiro de 2017 iniciaremos uma nova turma do Curso de Formação de Psicoterapeutas.

Trata-se de um curso de formação  e não apenas de informação sobre as bases filosóficas e teóricas  da Psicoterapia Centrada na Pessoa.
Nossa proposta pedagógica é de promover e facilitar uma aprendizagem significativa, experiencial, aliando o estudo dos fundamentos teóricos e metodológicos da prática da psicoterapia centrada no cliente, com a vivência do clima facilitador da aprendizagem, que  Rogers acentua como condição necessária para o processo.
Assim, damos muita ênfase à parte prática e vivencial.

Ao final do curso, o aluno se percebe transformado, mais sensível à própria experiência e mais capaz de  entrar em contato psicológico com o cliente, estabelecendo com ele um encontro autêntico.

As aulas teóricas e práticas e a supervisão são ministradas em pequenos grupos e incluem a vivência dos princípios da Terapia Centrada no Cliente.
Compõem o currículo as disciplinas: Fundamentos filosóficos das teorias humanistas, Teorias humanistas do desenvolvimento e da personalidade, Teoria e prática da psicoterapia e Introdução ao pensamento de Gendlin e à focalização.

Além disso, o aluno faz estágio na  Clinica Social do Instituto, atuando como psicoterapeuta. Essa prática é parte integrante do curso, juntamente com a  supervisão semanal.

Compõem ainda o currículo do curso a participação  em um Grupo de Encontro e a frequência aos seminários temáticos oferecidos uma vez por mês, aos sábados.
O aluno conta,também,  com um monitor, psicólogo formado na Abordagem Centrada na Pessoa, para assisti-lo em suas necessidades ao longo do curso.

O curso tem duração de um ano e implica compromisso financeiro de 12 parcelas de R$ 375,00, valor que cobre todas essas atividades.

As aulas serão ministradas às 4as. feiras, de 19h00 até 21h00.

Os horários para atendimento de clientes são agendados conforme a disponibilidade de cada aluno.



Grupo de estudos:





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